Técnica de qualidade conferindo documentos de segurança química em um armazém
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Checklist FDS: 12 pontos para conferir a NBR 14725:2023

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Admin BioChemicalls

Consultoria em Segurança Química

Doze verificações objetivas para saber se a sua Ficha com Dados de Segurança está no padrão da ABNT NBR 14725:2023, do título à seção 16.

Uma FDS está no padrão da ABNT NBR 14725:2023 quando tem o nome correto, as 16 seções na ordem do GHS, a classificação de perigo atualizada e informações coerentes com o rótulo. Este checklist FDS reúne 12 pontos que você consegue conferir em poucos minutos, sem ser especialista. Se algum item falhar, a ficha precisa de revisão antes de seguir para clientes, transportadores ou auditores.

Se você está começando no assunto, vale ler antes o guia o que é FDS e para que serve.

Por que conferir a FDS agora

A ABNT NBR 14725:2023 foi publicada em 3 de julho de 2023 e reuniu em uma única norma o que antes estava dividido em quatro partes. O texto em vigor hoje é a Versão Corrigida 2:2025, que incorpora a Errata 1 (fevereiro de 2024) e a Errata 2 (abril de 2025), segundo o catálogo oficial da ABNT.

A norma deu dois anos para a adequação, e esse prazo terminou em julho de 2025. Ou seja: uma ficha que ainda segue o modelo antigo está desatualizada. Se você ainda tem dúvida sobre esse ponto, leia também o que fazer com a FISPQ que venceu em 2025.

Além da norma técnica, a NR-26, norma regulamentadora do Ministério do Trabalho, exige que o fabricante ou, na importação, o fornecedor no mercado nacional elabore e disponibilize a ficha com dados de segurança de todo produto químico classificado como perigoso. A mesma NR determina que o formato e o conteúdo sigam o GHS.

Como usar este checklist

Separe a FDS que você quer avaliar, de preferência a versão que está sendo enviada hoje a clientes. Para cada ponto, marque "sim", "não" ou "não sei".

  • Sim: o item está atendido e pode ser comprovado.
  • Não: o item falha e a ficha precisa ser corrigida.
  • Não sei: sinal de que vale uma avaliação técnica, porque a dúvida costuma esconder um problema maior.

Na prática: um único "não" pode bastar para a ficha ser questionada em uma auditoria de cliente. Não espere acumular falhas para revisar.

Pontos 1 a 4: identificação e estrutura

1. O documento se chama Ficha com Dados de Segurança

A norma de 2023 substituiu o nome FISPQ por FDS (Ficha com Dados de Segurança). Uma ficha que ainda traz "FISPQ" no título ou que cita as antigas partes da NBR 14725 (por exemplo, a parte 4 de 2014) é um indício forte de que o conteúdo também não foi atualizado.

2. As 16 seções estão completas e na ordem certa

O GHS define 16 seções, sempre na mesma sequência: da identificação (seção 1) a outras informações (seção 16). Nenhuma pode faltar nem mudar de lugar, porque é essa padronização que permite a qualquer leitor achar a informação rapidamente. Para revisar o conteúdo de cada uma, veja o guia das 16 seções obrigatórias da FDS.

3. A seção 1 traz um telefone de emergência 24 horas

Na atualização de 2023, o telefone de emergência informado na seção 1 passou a ter que estar disponível 24 horas por dia. Confira se o número funciona fora do horário comercial e se não é apenas o ramal do escritório.

4. Fornecedor e uso recomendado estão claros

A seção 1 também precisa identificar o fornecedor (nome, endereço e telefone) e o uso recomendado do produto, com as restrições de uso quando existirem. Fichas importadas costumam trazer apenas os dados do fabricante estrangeiro.

Técnico de segurança comparando a ficha com o rótulo de uma embalagem
Conferir a FDS ao lado do rótulo revela divergências rapidamente

Pontos 5 a 8: classificação e composição

5. A seção 2 mostra a classificação completa

A seção 2 deve trazer a classificação GHS do produto e todos os elementos de rotulagem: pictogramas, palavra de advertência, frases de perigo (H) e frases de precaução (P). Quando o produto não é classificado como perigoso, a ficha precisa dizer isso de forma explícita.

6. A classificação segue os critérios atuais

A NBR 14725:2023 se baseia na 7ª revisão do GHS da ONU. Com ela vieram novas classes de perigo, como explosivos dessensibilizados e perigoso à camada de ozônio, e critérios revisados em classes como gases inflamáveis e toxicidade aguda. Uma ficha classificada pela norma antiga pode estar com categoria errada, mesmo que pareça completa.

7. A seção 3 lista os ingredientes que importam

Para misturas, a NR-26 exige que a FDS explicite o nome e a concentração, ou faixa de concentração, de duas situações:

  1. Substâncias que representam perigo à saúde dos trabalhadores, quando presentes acima dos valores de corte do GHS para a classe e a categoria de perigo.
  2. Substâncias que tenham limite de exposição ocupacional estabelecido.

Confira se essas substâncias aparecem com identificação (como o número CAS) e com a concentração ou a faixa.

8. A seção 9 está no formato novo

A seção 9 (propriedades físicas e químicas) ganhou o item características das partículas, aplicável a produtos sólidos. Fichas antigas, feitas antes dessa mudança, não trazem esse campo.

Pontos 9 a 12: coerência e controle

9. FDS e rótulo dizem a mesma coisa

Pictogramas, palavra de advertência e frases da seção 2 precisam ser os mesmos do rótulo. A NR-26 lista os elementos obrigatórios da rotulagem preventiva de produto perigoso:

  • identificação e composição do produto químico;
  • pictogramas de perigo;
  • palavra de advertência;
  • frases de perigo;
  • frases de precaução;
  • informações suplementares.

10. A seção 14 conversa com o transporte

O GHS pede, na seção 14, o número ONU, o nome apropriado para embarque, a classe de risco para transporte e o grupo de embalagem, quando aplicável. Essas informações precisam bater com a documentação usada pelo expedidor. Divergência aqui costuma aparecer na hora de embarcar a carga.

11. A seção 16 registra a revisão

O GHS prevê que a seção 16 traga informações sobre a elaboração e a revisão da ficha. Na prática, isso significa data da revisão, número da versão e o que mudou. Sem esse registro, ninguém consegue provar que a ficha em circulação é a mais recente.

12. Informações confidenciais foram tratadas do jeito certo

O GHS admite proteger segredo industrial, mas apenas para o nome químico e a concentração de ingredientes em misturas, e nunca à custa da saúde e da segurança de quem usa o produto. Se a ficha omite perigos ou medidas de proteção em nome do sigilo, ela está errada.

O que fazer se a FDS falhou em algum ponto

O caminho depende de quantos itens falharam e de onde.

  1. Falhas pontuais (telefone, dados do fornecedor, seção 16): costumam ser resolvidas com uma revisão da ficha existente.
  2. Falhas na classificação (pontos 5 a 7): exigem refazer a classificação com base na composição e nos dados toxicológicos, o que afeta a FDS e o rótulo.
  3. Ficha ainda no modelo FISPQ: o mais seguro é elaborar a FDS de novo, seção por seção.

Se você não sabe por onde começar, o quiz de diagnóstico da Biochemicalls ajuda a entender o nível de adequação das suas fichas. Para os casos de revisão, a equipe faz a adequação de FISPQ para FDS conforme a ABNT NBR 14725 e o GHS.

Perguntas frequentes

Este checklist substitui uma revisão técnica?

Não. Ele ajuda a identificar sinais de desatualização. A conferência da classificação de perigo exige análise da composição e dos dados de cada ingrediente.

A NR-26 obriga a seguir a NBR 14725?

A NR-26 determina que a classificação, a rotulagem e a ficha atendam ao disposto em norma técnica oficial e que o formato da ficha siga o GHS. No Brasil, a norma técnica que trata do tema é a ABNT NBR 14725.

Produto não perigoso precisa de FDS?

A obrigação da NR-26 vale para produto classificado como perigoso. Ela se estende ao produto não classificado como perigoso quando os usos previstos ou recomendados geram riscos à segurança e à saúde dos trabalhadores.

Qual é a versão atual da NBR 14725?

É a ABNT NBR 14725:2023, hoje disponível como Versão Corrigida 2:2025, que incorpora as duas erratas publicadas pela ABNT.

Quem deve aplicar o checklist na empresa?

Quem recebe ou emite fichas: qualidade, segurança do trabalho, compras e comércio exterior. Treinar a equipe para essa leitura é parte do que a NR-26 pede ao exigir treinamento para compreender a ficha.

Conclusão

Os 12 pontos mostram que uma FDS adequada não é só uma ficha com título novo. Ela precisa de classificação atual, composição completa, coerência com o rótulo e o transporte e um histórico de revisão confiável. Aplique o checklist nas fichas dos produtos mais vendidos primeiro, porque são elas que chegam com mais frequência às mãos de clientes e auditores.

Precisa adequar ou elaborar suas FDS?

A equipe técnica da Biochemicalls elabora, adequa e traduz FDS conforme a ABNT NBR 14725, para empresas de todo o Brasil.

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